A Waymo, empresa de carros autônomos da Alphabet (controladora do Google), veio a público para desfazer um grande mal-entendido que viralizou nas redes sociais e em alguns veículos de comunicação. A polêmica surgiu a partir de uma interpretação equivocada de uma audiência com o senador norte-americano Ed Markey, que sugeria que os robotáxis da empresa seriam controlados remotamente por funcionários localizados fora dos Estados Unidos, especificamente nas Filipinas.
A empresa refutou veementemente a ideia de que seus veículos autônomos sejam dirigidos à distância por operadores humanos. A confusão gerou preocupações sobre a autonomia e a segurança dos robotáxis, forçando a Waymo a esclarecer o verdadeiro papel de sua equipe de suporte.
Como a Confusão Começou?
A controvérsia ganhou força quando Mauricio Peña, diretor de segurança da Waymo, confirmou durante a audiência que parte da equipe de assistência remota da empresa está baseada nas Filipinas. Essa declaração foi rapidamente interpretada por usuários e mídias como uma evidência de que os robotáxis seriam pilotados por esses operadores estrangeiros, gerando uma onda de desinformação.
Waymo Esclarece o Papel dos Agentes de Assistência Remota
Ryan McNamara, chefe de operações globais da Waymo, agiu rapidamente para corrigir a narrativa. Ele explicou que a empresa emprega cerca de 70 agentes de assistência remota, divididos entre os Estados Unidos e as Filipinas, que estão disponíveis em tempo integral. No entanto, McNamara enfatizou que a função desses profissionais é estritamente de suporte, e não de controle direto ou pilotagem dos veículos.
Suporte Pontual, Não Direção Remota
O executivo da Waymo esclareceu que os agentes de assistência remota entram em ação apenas quando o sistema autônomo do veículo solicita ajuda diante de situações ambíguas ou inesperadas, como um obstáculo incomum na via. Nesses momentos, os agentes fornecem informações adicionais que auxiliam o sistema autônomo a tomar decisões seguras. É crucial notar que eles não têm acesso contínuo às câmeras dos veículos nem controle direto sobre o volante virtual.
McNamara destacou que essas interações são pontuais, duram apenas alguns segundos e funcionam como uma camada de redundância de segurança, sem comprometer a autonomia do carro. Os agentes não “pilotam” os veículos em momento algum. Ele também informou que os profissionais, incluindo os das Filipinas, são motoristas habilitados, fluentes em inglês, passam por treinamentos específicos sobre regras de trânsito locais, além de exames toxicológicos, e seu desempenho é constantemente monitorado.
Portanto, a Waymo reitera que seus robotáxis operam de forma autônoma, com a intervenção humana se limitando a um suporte informacional para o sistema, garantindo a segurança sem assumir o controle remoto da direção.
Fonte: canaltech.com.br
