Ator relata temor e injustiças vividas por imigrantes
O ator Wagner Moura revelou sentir “medo” de se deparar com agentes do Serviço de Imigração e Controle de Alfândegas dos Estados Unidos (ICE). Em entrevista ao jornal El País, o artista declarou que sua reação diante de situações de injustiça ou autoritarismo é “explosiva”. Residente em Los Angeles há sete anos com sua família, Moura descreveu o momento atual nos EUA como “muito feio” devido às severas políticas de controle de imigração, especialmente sob o governo de Donald Trump.
ICE e o medo de imigrantes latinos
O ator afirmou que os agentes do ICE “podem te matar” e relatou conhecer muitos latinos que vivem escondidos em suas casas, com medo de levar os filhos à escola. Wagner Moura, conhecido por seu papel em “O Agente Secreto”, destacou o impacto dessas políticas na vida de comunidades imigrantes.
Paralelos entre Brasil e EUA: A ascensão da extrema-direita
Moura traçou um paralelo entre a situação política brasileira durante a gestão de Jair Bolsonaro e o governo Trump. Ele observou a repetição de padrões, como a demonização de artistas, jornalistas e universidades. “Vivemos tempos muito tristes”, comentou o ator, criticando a forma como a extrema-direita no Brasil conseguiu transformar artistas em “inimigos do povo” e descredibilizar a verdade.
A estratégia de desinformação e o ataque às instituições
O protagonista de “O Agente Secreto” apontou a eficácia do discurso que utiliza mensagens como a de que artistas vivem do dinheiro público para alienar a população. Ele lamentou como essa estratégia conseguiu, segundo ele, fazer com que a verdade desaparecesse do debate público, um fenômeno que, para ele, se repete em ambos os países.
Fonte: jovempan.com.br
