Regime Acusa Menores de Crimes Graves
Ao menos 15 adolescentes, com idades entre 13 e 17 anos, foram detidos na Venezuela sob a acusação de celebrar a suposta captura do ditador Nicolás Maduro. A prisão ocorreu na semana passada no estado de Anzoátegui, conforme relatos de familiares e denúncias de Zair Mundaray, ex-promotor venezuelano. Segundo Mundaray, a detenção foi resultado de uma denúncia anônima que alegava que os jovens estariam comemorando a eventual queda de Maduro em bairros como El Espejo, La Aduana e La Burra.
Contexto das Detenções
De acordo com familiares ouvidos pela imprensa local, os adolescentes participavam de atividades carnavalescas quando foram abordados por agentes da Polícia do Município Bolívar e da Polícia Nacional Bolivariana. As autoridades os acusaram de crimes graves, incluindo “incitação ao ódio, associação para delinquir e traição à pátria”. A natureza das celebrações que levaram à acusação ainda não foi detalhada.
Condições de Detenção e Liberação
Após a prisão, os menores foram levados para o Centro de Reclusão do Bairro Las Casitas, na cidade de Barcelona. O ex-promotor Zair Mundaray denunciou que o local não oferecia condições mínimas de higiene e não era adequado para a permanência de adolescentes. Felizmente, segundo informações familiares, os jovens foram liberados na madrugada desta terça-feira (13). No entanto, eles permanecem sob medidas cautelares, que incluem a obrigação de comparecer periodicamente à Justiça.
Repercussão e Casos Semelhantes
Este incidente adiciona mais um capítulo às tensões políticas na Venezuela. Casos de detenções por motivos de expressão política, especialmente envolvendo menores, têm sido recorrentes no país. A libertação sob medidas cautelares sugere uma tentativa de apaziguamento, mas a permanência da vigilância judicial sobre os adolescentes levanta preocupações sobre a liberdade de expressão e o tratamento de menores no contexto político venezuelano.
Fonte: www.gazetadopovo.com.br