Uruguai dá passo histórico e se torna o primeiro país a ratificar acordo UE-Mercosul

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Uruguai lidera ratificação do acordo UE-Mercosul

O Uruguai marcou seu nome na história das relações comerciais internacionais ao se tornar o primeiro país a ratificar formalmente o acordo entre a União Europeia (UE) e o Mercosul. A decisão foi aprovada nesta quinta-feira (26) pela Câmara de Representantes, após um aval unânime do Senado uruguaio. A votação na Câmara contou com o apoio de 91 dos 93 legisladores presentes, demonstrando um amplo consenso político em torno do pacto histórico.

Consenso político e apoio bipartidário

O acordo recebeu o apoio de partidos políticos de diferentes espectros no Uruguai, incluindo a governista Frente Ampla e as opositoras Partido Nacional, Partido Colorado, Cabildo Abierto e Partido Independente. Apenas o partido Identidade Soberana votou contra a ratificação, evidenciando a forte convergência de interesses em prol da aprovação do acordo comercial.

Acordo UE-Mercosul: Um marco para o comércio global

Assinado em 17 de janeiro, após mais de duas décadas de negociações, o acordo entre a UE e o Mercosul é considerado um marco para o comércio global. A conclusão das negociações ocorreu em 6 de dezembro de 2024, durante uma cúpula do Mercosul em Montevidéu, com a presença da presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen. O pacto visa criar um espaço econômico integrado com mais de 700 milhões de pessoas, representando aproximadamente 30% do Produto Interno Bruto (PIB) mundial e cerca de 35% do comércio global.

Outros membros do Mercosul avançam

Enquanto o Uruguai celebra a ratificação, os demais membros do Mercosul também seguem com seus trâmites internos. Na Argentina, o Senado estava em debate sobre o acordo. No Brasil, a Câmara dos Deputados já havia aprovado o texto, que aguarda revisão do Senado. O Paraguai, por sua vez, enviou o acordo ao seu Parlamento para análise e ratificação. Do lado europeu, o Parlamento Europeu aguarda uma definição do Tribunal de Justiça da UE sobre a legalidade do acordo, embora a Comissão Europeia possa optar por sua aplicação provisória.

Fonte: www.gazetadopovo.com.br

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