Trump declara “últimos momentos” do regime cubano e lança coalizão contra cartéis na América Latina

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Trump intensifica retórica contra Cuba e anuncia foco em “próximos dias”

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, declarou neste sábado (7) que o regime cubano “vive seus últimos momentos”. A afirmação foi feita durante o evento “Escudo da América”, em Miami, onde Trump recebeu líderes de países latino-americanos para o lançamento de uma coalizão com o objetivo de combater cartéis no continente.

Em seu discurso, Trump mencionou uma “grande vitória na Venezuela” e indicou que, após a resolução da questão iraniana, o governo americano voltará suas atenções para Cuba. “Eles [o regime de Cuba] estão no fundo do poço, não tem dinheiro, não tem petróleo, tem uma filosofia ruim. Querem negociar e estão negociando com o Marco Rubio. Há 50 anos, eu ouço falar de Cuba, mas o país está nos últimos momentos e vai ter uma nova vida”, declarou o republicano.

Crise em Cuba se agrava com sanções americanas

As declarações de Trump ocorrem em um momento de intensificação dos ataques retóricos à ilha. O governo cubano tem enfrentado graves crises de abastecimento, especialmente após a queda do regime de Nicolás Maduro na Venezuela. O embargo de petróleo imposto pelos Estados Unidos e o fim das remessas do suprimento global mexicano, pressionado por Trump, agravaram a escassez de bens de consumo, a instabilidade econômica e o êxodo de cidadãos cubanos.

Nova coalizão visa combater cartéis e tráfico de drogas

Durante o encontro em Miami, Trump também destacou a colaboração entre os EUA e os países participantes do “Escudo da América” — em sua maioria governados pela direita latina, como Argentina, El Salvador e Chile — para erradicar o problema dos cartéis e do tráfico de drogas em toda a América. “Eles ameaçam a polícia de vocês. Nossas forças já têm trabalhado para combater isso, mas vamos aprofundar e expandir”, afirmou Trump, alertando que a criminalidade organizada está piorando e “tomando controle do México”, o que, segundo ele, “não pode ser permitido” por estarem “próximos demais” dos EUA.

“Doutrina Donroe” busca fortalecer segurança americana e diminuir influência chinesa

O evento e as declarações de Trump fazem parte de uma série de medidas do governo americano que se alinha à chamada “Doutrina Donroe”. Esta versão atualizada da Doutrina Monroe, criada no século XIX, visa intervir em países do hemisfério ocidental de acordo com os interesses dos EUA, com o objetivo de aumentar a segurança americana e reduzir a influência da China nas Américas.

Fonte: www.gazetadopovo.com.br

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