Guerra no Oriente Médio perto do fim, segundo Trump
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, reiterou nesta quarta-feira (11) que a guerra contra o Irã, conduzida em conjunto com Israel, pode estar perto do fim. Em entrevista ao portal americano Axios, Trump declarou que a ofensiva militar, batizada de Operação Fúria Épica pelo Pentágono, está “avançada” e que restam “poucos alvos estratégicos” no país persa. “Em breve terminará. Quando eu quiser que termine, terminará. Não resta praticamente nada para atacar”, afirmou o republicano, indicando que a operação ultrapassou as expectativas iniciais de danos às estruturas iranianas.
Operação Fúria Épica avança além do planejado
Segundo o presidente americano, os ataques iniciados em 28 de fevereiro seguiram um cronograma adiantado. Trump destacou que os danos causados às instalações militares, centros de comando e estruturas do programa de mísseis do Irã foram mais significativos do que o previsto. Na primeira fase da operação, o líder supremo iraniano, aiatolá Ali Khamenei, e outros membros da cúpula militar foram eliminados. O objetivo declarado pelo governo Trump para a campanha é desmantelar a capacidade nuclear do Irã e neutralizar seus sistemas de mísseis, considerados uma ameaça aos EUA e seus aliados na região.
Crise do petróleo e impactos globais
A guerra no Oriente Médio tem provocado fortes turbulências no mercado internacional de petróleo. A Agência Internacional de Energia (AIE) anunciou a liberação de 400 milhões de barris de petróleo de reservas estratégicas por países membros. A medida visa compensar a drástica redução no abastecimento devido ao bloqueio do Estreito de Ormuz pelo Irã, rota essencial por onde transita cerca de um quarto do petróleo marítimo mundial. O diretor-executivo da AIE, Fatih Birol, ressaltou que a decisão unânime dos 32 países membros busca evitar uma crise energética global, já que o volume exportado pelo estreito caiu para menos de 10% após o início do conflito.
Efeitos no mercado de gás e preocupações políticas nos EUA
Além do petróleo, o fornecimento de gás natural liquefeito (GNL) também sofreu impactos, com cerca de 20% do GNL mundial tendo origem no Golfo Pérsico. No cenário político interno dos Estados Unidos, a escalada dos preços da gasolina, consequência direta da crise no Golfo, representa uma preocupação para o governo Trump, especialmente com as eleições legislativas de novembro se aproximando. A manutenção da maioria republicana no Congresso pode ser influenciada pelas reações do eleitorado ao aumento dos custos de energia.
Fonte: www.gazetadopovo.com.br
