Nova Doutrina Monroe visa proteger o continente
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, anunciou neste sábado uma nova doutrina para as Américas, batizada de “Doutrina Donroe”, com o objetivo declarado de impedir a “influência estrangeira hostil” no hemisfério. Durante um discurso para líderes latino-americanos de direita, Trump enfatizou que o Canal do Panamá é uma prioridade nessa nova política, declarando que a via marítima é de seu “canal favorito” e que não permitirá interferências externas em sua operação.
Canal do Panamá sob os holofotes de Trump
Trump expressou um forte interesse pessoal e estratégico no Canal do Panamá, mencionando o acordo histórico de 1977 pelo qual os Estados Unidos transferiram o controle da via para o país centro-americano. “Presidente do Panamá, eu amo esse canal, José. Acho que (o Panamá) fez o maior acordo da história. Ele o comprou por um dólar de um dos nossos brilhantes presidentes”, declarou Trump, referindo-se ao ex-presidente Jimmy Carter.
Tensões com a China e a gestão dos portos
A relação entre os Estados Unidos e o Panamá tem sido marcada por tensões recentes, especialmente em relação à influência chinesa na região. Trump já havia ameaçado retomar o controle do Canal do Panamá, alegando suposta influência da China. O governo panamenho, no entanto, rejeitou essas afirmações e solicitou que Washington não se intrometesse em sua relação geopolítica com Pequim. A preocupação de Trump se baseava na operação de portos adjacentes ao canal por uma subsidiária do conglomerado chinês CK Hutchison, embora uma decisão judicial recente tenha anulado a concessão desses portos.
Histórico da transferência do Canal
Os Estados Unidos foram os responsáveis pela construção do Canal do Panamá no início do século XX e o administraram por mais de oito décadas. A transferência completa da soberania e operação para o Panamá ocorreu em 31 de dezembro de 1999, um marco significativo na relação bilateral e na soberania panamenha sobre seu território.
Fonte: www.gazetadopovo.com.br
