Testamos Resident Evil Requiem no PC: Path Tracing Brilha com DLSS 4.5, mas Otimização Custa Caro para Desempenho Impecável

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Resident Evil Requiem, o aguardado nono título principal da franquia, chegou para redefinir os padrões visuais da RE Engine e, de quebra, trazer de volta a atmosfera clássica que muitos fãs esperavam. Protagonizado por Leon Kennedy e a novata Grace Ashcroft, o jogo não apenas corresponde às altas expectativas narrativas, mas também eleva o patamar gráfico, especialmente com a estreia do path tracing na série. Contudo, essa beleza tecnológica tem seu preço, exigindo hardware robusto e revelando a necessidade de otimizações.

A RE Engine, motor gráfico da Capcom que estreou com Resident Evil 7 há nove anos, demonstrou uma evolução contínua ao longo de títulos como Devil May Cry 5 e os remakes recentes. Em Resident Evil Requiem, essa progressão é nítida, posicionando o jogo como um dos mais belos da atualidade. Os trailers já antecipavam o espetáculo, com personagens e cenários detalhados, e efeitos de sombra e iluminação de ponta que intensificam a imersão no terror. Lugares escuros são verdadeiramente sombrios, uma característica ainda mais acentuada pelo path tracing, uma tecnologia que promete ser tendência em 2026.

O Espetáculo Visual de Resident Evil Requiem

Resident Evil Requiem é, sem dúvida, um deleite visual. Seja nos momentos tensos com Grace Ashcroft ou na ação desenfreada de Leon Kennedy, a imersão é garantida pelo alto nível de detalhes dos cenários e personagens, além de efeitos de iluminação e sombra que beiram o fotorrealismo. A atenção aos detalhes é notável, desde as rugas no rosto de Leon até a pele deteriorada de Victor, e a repulsa dos inimigos, cujos olhos podem saltar e ficar pendurados, é um testemunho da qualidade gráfica.

Path Tracing e DLSS 4.5: Beleza que Exige Potência

Para testar Resident Evil Requiem com todo o seu esplendor, utilizamos uma GeForce RTX 5070, capaz de rodar o game em 1440p, com o preset gráfico no alto e o path tracing ativado. Com essa opção ligada, o jogo automaticamente aciona o ray reconstruction, que aprimora a qualidade dos efeitos via inteligência artificial. Crucial para o uso do path tracing, que é extremamente pesado, são as tecnologias de upscaling e gerador de quadros do DLSS 4.5 da NVIDIA, que fazem sua estreia na franquia.

É importante ressaltar que, mesmo sem os efeitos mais pesados do ray tracing, a Capcom realizou um excelente trabalho na rasterização. A maior parte dos jogadores de PC, que não possuem placas de vídeo de ponta, ainda terá uma experiência visual de alta qualidade. Com o path tracing ligado e o upscaling no modo qualidade (renderizando internamente a pouco menos de 1080p e entregando a imagem em 1440p sem perda visual), e o frame gen em 2x, o desempenho ficou bem acima dos 60 FPS, chegando próximo aos 100 FPS em muitos trechos. O mérito é da NVIDIA e de suas placas RTX 50, que entregam uma qualidade de imagem excepcional.

A implementação visual do path tracing é impressionante, trabalhando luz, sombra, transparência e reflexo para adicionar uma camada extra de imersão. Os reflexos são, de longe, os efeitos mais transformados com o path tracing ativado, embora as melhorias em sombras e iluminação também sejam notáveis, mesmo que a rasterização já entregue um ótimo resultado.

Desafios e Falhas da Tecnologia de Traçado de Raios

Apesar da beleza, a experiência com path tracing não foi isenta de problemas. Durante os testes, foram observados travamentos que derrubavam o desempenho para menos de 10 FPS por mais de um minuto. O problema não residia no hardware – uma RTX 5070, Intel Core Ultra 9 285K, 32 GB de memória DDR5 e SSD PCIe 4.0 – mas sim na otimização. Desativar o DLSS não resolveu; o problema só cessou ao voltar do path tracing para o ray tracing padrão, indicando que a otimização do path tracing ainda precisa de atenção.

Mesmo o ray tracing padrão apresenta suas peculiaridades. O preset “alto” sofre com cintilação e ruído excessivo em objetos metálicos, comprometendo a qualidade visual. Por enquanto, a recomendação é utilizar o preset “médio”, que não apresenta uma diferença visual significativa em relação ao alto e evita esses artefatos. Outro ponto menor, mas perceptível, são artefatos de recorte ao redor dos cabelos dos personagens com path tracing ativado, especialmente contra cenários claros. Embora não seja tão grave quanto os travamentos, é um detalhe que existe.

Problemas Crônicos da RE Engine Persistem

Apesar da evolução geral da RE Engine em Resident Evil Requiem, um problema que persiste desde RE7 ainda se faz presente: texturas em baixa resolução em locais visíveis. Embora seja compreensível que um jogo reduza a qualidade de texturas em áreas inacessíveis para otimizar o processamento, é decepcionante encontrar cartazes e portas com baixa nitidez em pontos que o jogador naturalmente observa. Este não é um gargalo de memória de vídeo, já que os 12 GB da RTX 5070 nunca foram excedidos, mesmo em jogos anteriores da franquia. Para o novo jogo, a Capcom simplificou as opções de textura para baixo, médio e alto.

Outro detalhe que incomoda é a baixa qualidade do anti-aliasing em itens recém-coletados, que são exibidos em destaque na tela. O recorte parece grosseiro, como um erro de edição, e o problema persiste ao verificar o item no menu. Em contrapartida, nas cutscenes, onde a Capcom concentra a qualidade, o jogo brilha. Os closes nos rostos dos personagens revelam detalhes impressionantes, como as rugas de Leon e a pele podre de Victor, compensando o aspecto um tanto plastificado da pele de Grace.

Resident Evil Requiem Vale a Pena?

Conforme destacado em outras análises, Resident Evil Requiem é um retorno às raízes da franquia, oferecendo uma experiência mais “Resident Evil” desde o fim dos jogos clássicos. O gameplay é extremamente satisfatório, com a alternância entre os estilos de terror de Grace e a ação de Leon Kennedy. A história foi ampliada e detalhada, com surpresas do passado e a icônica Raccoon City como um dos pontos altos do jogo. Sem dúvida, Resident Evil Requiem é um título que vale muito a pena.

Resident Evil Requiem será lançado em 27 de fevereiro para PlayStation 5, Xbox Series, Nintendo Switch 2 e PCs. Esta análise técnica foi realizada com uma cópia do jogo para PC gentilmente cedida pela NVIDIA Brasil.

Fonte: canaltech.com.br

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