Tensão na Fronteira: Afeganistão Responde com Ataques a Bombardeios Paquistaneses e Alega Captura de Postos Militares

0
8

Ofensiva Afegã em Resposta a Violações

O Afeganistão lançou uma operação militar ofensiva em grande escala contra bases e instalações militares do Paquistão na fronteira, em retaliação a alegadas violações repetidas por parte do Exército paquistanês. A ação, que segundo o porta-voz do governo talibã, Zabihullah Mujahid, ocorreu nesta quinta-feira (26), envolveu ataques intensos a postos paquistaneses nas províncias orientais de Nangarhar e Kunar. Wahidullah Mohammadi, porta-voz do exército no leste do Afeganistão, afirmou que, até o momento, não há baixas do lado afegão.

Captura de Postos e Reação Paquistanesa

Autoridades afegãs e moradores da província de Kunar confirmaram a continuidade da ação militar. Hamdullah Fitrat, porta-voz adjunto do governo talibã, declarou que as forças afegãs teriam capturado 15 postos paquistaneses. Em resposta, o Ministério da Informação do Paquistão comunicou, via X, que a ação afegã encontrou uma “resposta imediata e efetiva”, indicando a escalada da tensão na região.

Contexto dos Bombardeios e Vítimas Civis

Esta nova ofensiva afegã ocorre em sequência a bombardeios aéreos paquistaneses nas províncias de Nangarhar e Paktika, ocorridos no sábado e domingo. De acordo com a missão da ONU no Afeganistão, esses ataques resultaram na morte de pelo menos 13 civis. O governo talibã, por sua vez, informou que o número de mortos foi de pelo menos 18 pessoas, contestando o anúncio paquistanês que indicava mais de 80 vítimas como resultado de sua operação.

Deterioração das Relações e Acusações Mútuas

As relações entre Afeganistão e Paquistão têm se deteriorado significativamente nos últimos meses. Importantes passagens de fronteira permanecem fechadas desde confrontos em outubro, que causaram mais de 70 mortes em ambos os lados. O Paquistão acusa o Afeganistão de inação contra grupos militantes que realizam ataques em seu território, alegação que o governo talibã nega. A instabilidade na fronteira agrava a situação humanitária e política na região.

Fonte: jovempan.com.br

LEAVE A REPLY

Please enter your comment!
Please enter your name here