Sucessão de Khamenei: Ali Larijani assume poder no Irã após morte do líder supremo em ataque

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Ali Larijani emerge como principal figura após morte de Khamenei

O Irã enfrenta uma grave crise política após a morte do líder supremo, aiatolá Ali Khamenei, em um ataque atribuído a forças dos EUA e Israel. Em meio a bombardeios e um vácuo de poder, Ali Larijani, chefe do Conselho de Segurança Nacional e homem de confiança de Khamenei, emergiu como a figura mais poderosa do regime. Apesar de não ser clérigo, o que o impede legalmente de assumir a liderança suprema, Larijani comanda os bastidores do país e adotou uma postura agressiva contra o presidente americano Donald Trump, fechando portas para negociações imediatas.

Triunvirato assume comando temporário em meio à incerteza

Com a morte de Khamenei, o comando temporário do Irã foi assumido por um triunvirato. Este grupo é formado pelo atual presidente do país, o chefe do Judiciário e um jurista do Conselho dos Guardiães. Sua função é gerenciar o país até que uma solução definitiva para a sucessão seja encontrada. No entanto, o cenário é marcado pela incerteza, especialmente após a morte de quase 50 líderes militares e políticos em poucos dias.

Nomes para a sucessão definitiva e o posicionamento dos EUA

Além de Ali Larijani, outros nomes fortes circulam nos corredores de Teerã para a sucessão definitiva: Gholam-Hossein Mohseni-Eje’i (chefe do Judiciário), Ali Asghar Hejazi (chefe de gabinete do antigo líder) e Mojtaba Khamenei, filho do falecido aiatolá. Contudo, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, já declarou que a escolha de Mojtaba seria inaceitável para os EUA, por considerá-la uma continuidade da política anterior. Trump expressou o desejo de participar da escolha do novo líder iraniano, buscando evitar a ascensão de nomes alinhados à ideologia de Khamenei e preferindo um candidato popular dentro do país, em detrimento de herdeiros no exílio.

Resiliência do sistema iraniano e demonstração de força

Especialistas apontam que o sistema iraniano é resiliente e não depende exclusivamente de um líder, sendo sustentado por instituições fortes e pela Guarda Revolucionária. Enquanto Trump incentiva revoltas populares, o regime busca demonstrar força e manter o controle interno em meio ao caos da guerra. Uma das estratégias recentes tem sido o ataque a minorias, como grupos curdos, para unificar o país e consolidar o poder em um momento de fragilidade e incerteza sobre o futuro da liderança.

Fonte: www.gazetadopovo.com.br

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