Rotina cheia de telas? 5 dicas essenciais de um especialista para preservar seu sono e ter noites mais reparadoras

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O uso de celulares, computadores e tablets já se tornou uma parte inseparável da rotina moderna. No entanto, a exposição excessiva a essas telas, especialmente antes de dormir, pode prejudicar significativamente a qualidade do sono. A luz azul emitida pelos dispositivos e o estímulo mental gerado pelos conteúdos digitais interferem diretamente no ritmo biológico, dificultando o relaxamento e impedindo um descanso adequado.

Segundo o médico neuropediatra Anderson Nitsche, professor da Pontifícia Universidade Católica do Paraná (PUCPR), a interferência das telas no sono ocorre por dois mecanismos principais: um biológico, relacionado à luz azul, e outro comportamental, ligado à estimulação cerebral. Para ajudar a lidar com esse desafio, o especialista compartilha dicas valiosas para proteger o sono mesmo em um mundo hiperconectado.

Crie uma janela de desconexão antes de dormir

A principal recomendação dos especialistas é estabelecer um período sem contato com dispositivos eletrônicos antes de se deitar. Essa pausa é crucial para que o organismo regule a produção de melatonina, o hormônio essencial para o início do sono. Nitsche enfatiza que “a principal estratégia é estabelecer uma janela sem telas de pelo menos 60 a 90 minutos antes de dormir”. Esse hábito ajuda a diminuir o estado de alerta do cérebro, preparando-o para um sono mais rápido e profundo.

Otimize o uso das telas e a rotina de sono

Embora não sejam uma solução completa, os filtros de luz azul e o modo noturno dos dispositivos podem auxiliar a reduzir parte dos efeitos da exposição noturna às telas. O especialista destaca que “o uso de filtros de luz azul ou modo noturno pode ajudar, mas não substitui a redução da exposição”, uma vez que o conteúdo em si também estimula o cérebro. Além disso, manter horários regulares para dormir e acordar é fundamental para o relógio biológico. Uma rotina consistente, inclusive nos fins de semana, estabiliza o ritmo circadiano e melhora a qualidade do descanso.

Selecione seus conteúdos e prepare o cérebro

O tipo de conteúdo consumido à noite tem impacto direto na capacidade de adormecer. Redes sociais, notícias, jogos e atividades de trabalho ativam o cérebro, dificultando o relaxamento. Conforme explica Anderson Nitsche, “conteúdos estimulantes, redes sociais, notícias, jogos, trabalho, ativam circuitos de atenção e recompensa no cérebro, aumentando o estado de alerta”. Esse processo prolonga o tempo necessário para pegar no sono e compromete sua qualidade geral.

Mantenha o quarto livre de distrações digitais

Deixar o celular próximo durante a noite aumenta significativamente as chances de interrupções, seja por notificações ou pela tentação de usar o aparelho antes de dormir ou ao acordar. Reduzir o contato com o dispositivo no período noturno ajuda a evitar despertares frequentes e favorece um sono contínuo e ininterrupto. Essa medida também contribui para diminuir a dependência do uso noturno das telas, promovendo hábitos mais saudáveis.

Do ponto de vista da saúde cerebral, Anderson Nitsche reforça que “o sono é um processo ativo de restauração e consolidação de memória; portanto, proteger esse período deve ser encarado como prioridade fisiológica, mesmo em um mundo hiperconectado”.

Fonte: canaltech.com.br

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