Reviravolta na Seleção Feminina do Irã: Atletas Desistem de Asilo na Austrália e Retornam ao País

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Atletas da Seleção Feminina de Futebol do Irã Desistem de Pedido de Asilo na Austrália

Três jogadoras da seleção feminina do Irã retiraram seus pedidos de asilo na Austrália e iniciaram o processo de retorno ao país. A decisão foi informada pela agência de notícias Tasnim. O grupo de cerca de 20 atletas deixou Sydney na última terça-feira (10) com destino ao Irã, com escala em Kuala Lumpur. No entanto, outras três integrantes da delegação permanecem em paradeiro desconhecido na Austrália, após solicitarem proteção governamental por temerem represálias.

Contexto da Viagem e Controvérsias

As jogadoras viajaram à Austrália para participar da Copa Asiática Feminina antes do agravamento da crise no Irã. A equipe gerou polêmica ao não cantar o hino nacional na partida de estreia contra a Coreia do Sul. Em jogos subsequentes, o hino voltou a ser entoado, após parte da imprensa iraniana classificar a atitude inicial como um ato de traição.

Vistos Humanitários e Desistências

O governo australiano concedeu vistos humanitários a cinco integrantes da seleção feminina de futebol do Irã. Posteriormente, outras duas atletas da delegação também formalizaram o pedido de asilo. Das sete jogadoras que buscaram proteção na Austrália, quatro decidiram voltar atrás e expressaram o desejo de retornar ao Irã. As três restantes continuam em local não divulgado na Austrália, após buscarem proteção por receio de retaliações do regime iraniano.

Apelo Oficial do Irã e Situação do Futebol Masculino

Na última terça-feira, o porta-voz do Ministério das Relações Exteriores do Irã, Esmaeil Baghaei, fez um apelo público através da rede social X para que as atletas retornassem ao país. “Não se preocupem, o Irã as espera de braços abertos. Voltem para casa”, declarou Baghaei. Em paralelo, o regime iraniano informou que a seleção masculina de futebol não participará da Copa do Mundo de 2026, sediada nos EUA, Canadá e México, em decorrência da guerra no Oriente Médio.

Fonte: www.gazetadopovo.com.br

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