Resident Evil Requiem em PC Antigo? Otimize as Configurações Gráficas e Garanta 60 FPS em 1080p
Não deixe sua máquina te impedir de jogar o novo Resident Evil: descubra quais ajustes fazer na poderosa RE Engine para desfrutar do game sem sacrificar a performance.
A crise de hardware tem sido um desafio para muitos gamers que desejam montar um PC novo ou rodar os lançamentos mais recentes. Se você teme que sua máquina atual não dê conta de títulos como Resident Evil Requiem, um dos jogos mais aguardados do ano, temos boas notícias. Construído na exemplar RE Engine, motor proprietário da Capcom, o game oferece uma otimização surpreendente, tornando-o bastante acessível para configurações mais modestas.
Apesar de não ser perfeita, com eventuais texturas em baixa resolução, a RE Engine se destaca por sua escalabilidade, superando a exigência de motores como a Unreal Engine 5. Isso significa que seu PC guerreiro tem grandes chances de rodar Resident Evil Requiem com fluidez. Para ajudá-lo a extrair o máximo de desempenho e qualidade visual, vamos destrinchar as configurações gráficas essenciais.
Fuja do Path e Ray Tracing: Priorize a Rasterização
Para quem busca desempenho em PCs mais antigos, a primeira e mais crucial dica é desativar completamente os recursos de Path Tracing e Ray Tracing. Embora ofereçam um realismo impressionante, essas tecnologias são extremamente pesadas, exigindo placas de vídeo de última geração (como uma GeForce RTX 5070 ou Radeon RX 9070) e, mesmo assim, dependendo de upscaling e geradores de quadros via IA. Ativá-los em GPUs mais antigas, mesmo que teoricamente compatíveis, resultará em uma queda drástica de desempenho.
A boa notícia é que a Capcom realizou um trabalho excepcional na rasterização, que é o modo padrão de renderização dos gráficos, anterior à era do Ray Tracing. A otimização da RE Engine garante que seu PC conseguirá rodar Resident Evil Requiem com belos gráficos e taxas de quadros acima de 60 FPS em 1080p, sem a necessidade desses recursos pesados.
A “Gordura” Visual: Cuidado com o Cabelo e Profundidade de Campo
Todo jogo possui efeitos gráficos que consomem mais recursos que outros, e em Resident Evil Requiem, o destaque vai para a renderização do cabelo. O jogo oferece duas opções: o estilo “sem creme” (menos exigente) e o “bem tratado” (mais realista e pesado). Optar pelo cabelo “bem tratado” pode custar dezenas de quadros por segundo. Para garantir uma margem extra de FPS, mantenha-se na opção menos exigente.
Outro recurso que impacta significativamente o desempenho é a profundidade de campo (Depth of Field). Embora não seja tão pesada quanto o cabelo “bem tratado”, ela pode “engolir” quase uma dezena de quadros por segundo preciosos. Se você precisa maximizar a fluidez, considere desativá-la.
Gerenciando VRAM: Texturas e Sombras são os Vilões
A memória de vídeo (VRAM) é um gargalo comum em placas de vídeo de entrada e mainstream com 8 GB, mesmo em resoluções de 1080p. O grande vilão aqui são as texturas. Para GPUs de 8 GB, o ideal é manter as texturas no nível mais baixo. Embora seja possível tentar jogar no médio/normal, as chances de sofrer com stuttering (quedas bruscas de desempenho) devido à VRAM lotada são consideráveis.
Em seguida, temos as sombras. Para placas mainstream, o nível “normal” costuma ser o mais adequado. Vale ressaltar que a configuração máxima de cabelo também exige quase 1 GB extra de VRAM. E, como mencionado, a profundidade de campo é outro consumidor de VRAM, sendo recomendado desligá-la para liberar espaço e evitar quedas de FPS.
Upscaling: Uma Solução para Casos Extremos (e com Cuidado)
O upscaling de vídeo, como DLSS ou FSR, não é a solução mais indicada para jogos em 1080p, pois pode causar uma perda perceptível na qualidade da imagem. A única exceção notável é o DLSS 4.5 em GPUs compatíveis, que oferece resultados superiores. No entanto, se não houver outra opção para alcançar um desempenho aceitável, ative o recurso, mas sempre no modo “Qualidade” para minimizar a degradação visual. É possível ainda ativar o gerador de quadros do FSR 3, mas lembre-se que esses recursos também podem exigir mais memória de vídeo.
Não há problema algum em não conseguir jogar um game no máximo. Na verdade, a grande vantagem do PC é justamente a flexibilidade de “brincar” com as configurações gráficas até encontrar o ponto ideal para as especificações da sua máquina, equilibrando qualidade de imagem e desempenho. Resident Evil Requiem, por não ser superexigente como jogos feitos em Unreal Engine 5, oferece essa liberdade. Dedique um tempo para testar as dicas e ajustes, e descubra a melhor experiência para você.
Fonte: canaltech.com.br
