Presidente iraniano pede desculpas e sugere falhas de comunicação
Em um pronunciamento gravado e transmitido pela televisão estatal, o presidente do Irã, Masoud Pezeshkian, pediu desculpas pelos ataques do país a nações vizinhas. Ele afirmou que Teerã interromperia tais ações, sugerindo que foram motivadas por falhas de comunicação internas. As declarações ocorrem em um momento de intensos ataques iranianos contra países do Golfo e bombardeios contínuos de Israel e Estados Unidos contra o Irã.
Escalada de conflitos e impacto internacional
No sábado, houve repetidos ataques contra Bahrein, Arábia Saudita e Emirados Árabes Unidos. Em resposta, o governo dos EUA aprovou uma nova venda de armas a Israel no valor de US$ 151 milhões. O presidente Donald Trump reiterou que não negociará com o Irã sem sua “rendição incondicional”, enquanto autoridades americanas alertam para uma campanha de bombardeios iminente. O embaixador iraniano na ONU declarou que o país “tomará todas as medidas necessárias” para se defender.
Ataques se espalham pelo Golfo e afetam economia
Sirenes soaram no Bahrein e a Arábia Saudita relatou a destruição de drones e o abate de um míssil balístico. Em Dubai, defesas aéreas foram ativadas e a Emirates suspendeu todos os voos. O ministro da Energia do Catar alertou que a guerra pode “derrubar as economias do mundo”, prevendo uma paralisação nas exportações de energia do Golfo e um possível aumento do preço do petróleo para US$ 150 o barril. A Rússia estaria fornecendo informações ao Irã, segundo funcionários americanos.
Trump oferece reconstrução após “rendição incondicional” e alertas de mais bombardeios
Donald Trump declarou que os EUA ajudarão a reconstruir o Irã após sua “rendição incondicional” e a escolha de “líderes grandes e aceitáveis”. Combates já causaram mais de 1.230 mortos no Irã e centenas em outros países. Autoridades americanas alertam que a “maior campanha de bombardeio” da guerra ainda está por vir. Relatos indicam que uma explosão mortal em uma escola iraniana pode ter sido causada por ataques aéreos dos EUA. No Líbano, o Hezbollah afirma ter entrado em confronto com forças israelenses, com pelo menos 217 mortos em ataques israelenses desde segunda-feira.
Fonte: g1.globo.com
