Presidente colombiano critica ação dos EUA e pede julgamento de Maduro na Venezuela
O presidente da Colômbia, Gustavo Petro, declarou nesta terça-feira (27) que os Estados Unidos deveriam extraditar o ex-ditador venezuelano Nicolás Maduro para que ele seja julgado por tribunais de seu país. A declaração ocorreu durante um evento em Bogotá, onde Petro reiterou suas críticas à operação militar que resultou na captura de Maduro pelas forças americanas no dia 3 do mesmo mês.
Soberania e Justiça: O Argumento de Petro
“A maneira de superar isso [diferenças entre países] não é lançando mísseis contra os pobres. Bombardear Caracas, a terra natal de [Simón] Bolívar”, afirmou o mandatário colombiano, defendendo que os mecanismos judiciais de cada nação devem ser respeitados. Petro argumentou que Maduro “precisa ser devolvido e julgado em um tribunal venezuelano, não em um americano”. Ele justificou sua posição ao afirmar que “a civilização latino-americana é diferente da civilização anglo-saxônica europeia”.
O Contexto das Acusações Contra Maduro
Apesar do discurso de Petro, é importante notar que Nicolás Maduro e sua esposa, Cilia Flores, estão sendo acusados na justiça federal americana de narcoterrorismo, conspiração para importação de cocaína, posse de metralhadoras e dispositivos explosivos. As declarações de Petro parecem desconsiderar o contexto das graves acusações e o fato de que a justiça venezuelana é amplamente vista como aparelhada pelo regime chavista, tendo inclusive referendado a fraude eleitoral de 2024.
Tensão com Trump e Próxima Reunião na Casa Branca
A captura de Maduro gerou tensão diplomática, com o presidente americano Donald Trump chegando a sugerir uma possível operação militar na Colômbia. Petro reagiu chamando Trump de “senil” e declarando-se pronto para “pegar em armas” em defesa de seu país. No entanto, a situação foi apaziguada após uma conversa telefônica entre os dois líderes no dia 7, e Petro tem uma visita agendada à Casa Branca na próxima terça-feira (3).
Fonte: www.gazetadopovo.com.br
