Participante do BBB 26 come carne crua e acende alerta: o que dizem os especialistas sobre os riscos

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Participante do BBB 26 come carne crua e acende alerta: o que dizem os especialistas sobre os riscos

Influenciada pelo hábito de comer carne vermelha crua, sister levanta preocupações sobre segurança alimentar. Especialistas explicam os perigos e quando esse consumo pode ser minimizado.

A participante Gabriela, do Big Brother Brasil 26, gerou repercussão ao ser vista consumindo carne vermelha crua durante o preparo de alimentos na casa. Apesar de ter sido alertada pela produção e por outros confinados, a sister manteve o hábito, que já admitiu praticar fora do programa. A atitude levanta um importante debate sobre os riscos à saúde associados ao consumo de carne crua, mesmo com a existência de pratos tradicionais que a utilizam.

Por que a atitude de Gabriela no BBB 26 é perigosa?

Especialistas em saúde alertam que a forma como Gabriela consumiu a carne no reality show eleva significativamente os riscos. A ingestão de pedaços de carne que não foram preparados especificamente para o consumo cru, e que podem ter tido seu acondicionamento comprometido, aumenta a chance de proliferação de micro-organismos. As principais preocupações envolvem bactérias como E. coli e Salmonella, mas vírus, protozoários e vermes também podem estar presentes e são eliminados apenas com o cozimento completo.

O perigo é ainda maior devido à possibilidade de contaminação cruzada. Ao manusear diferentes utensílios, outros alimentos e, possivelmente, sem a devida higienização das mãos, os micro-organismos podem ser transferidos para a carne e para a boca. Os sintomas gastrointestinais relatados por Gabriela, como vômitos e alterações nas fezes, são indicativos de intoxicação alimentar, reforçando a gravidade da situação.

Carne crua pode ser consumida com segurança?

Embora a carne vermelha crua não seja inerentemente perigosa em todas as circunstâncias, a segurança no consumo depende de rigorosos cuidados. Pratos como steak tartare, carpaccio e a carne de onça são exemplos de preparações que utilizam carne crua, mas exigem procedência conhecida e inspeção sanitária. O Ministério da Saúde orienta que, para um consumo mais seguro, a carne deve:

  • Ter procedência garantida por selos de inspeção sanitária.
  • Ser devidamente refrigerada em temperaturas adequadas desde o abate até o preparo.
  • Apresentar aspectos visuais e olfativos que não indiquem deterioração.

É fundamental ressaltar que técnicas caseiras como o uso de vinagre ou limão não são eficazes na eliminação de patógenos. A higiene das mãos e dos utensílios antes do manuseio da carne é crucial, assim como evitar o uso de superfícies porosas, que podem abrigar micro-organismos e causar contaminação cruzada.

Grupos de risco e outras carnes

Mesmo com todos os cuidados, não há garantia de 100% de segurança no consumo de carne crua. Por isso, gestantes, crianças, idosos e pessoas com o sistema imunológico comprometido devem evitar completamente o consumo de carne crua ou mal passada, pois estão sob maior risco de complicações em caso de infecções gastrointestinais.

Adicionalmente, cortes de aves e suínos jamais devem ser consumidos crus ou mal passados, pois apresentam riscos ainda maiores de contaminação devido às características específicas dessas carnes.

Fonte: saude.abril.com.br

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