A seleção de futebol do Irã se manifestou enfaticamente contra as declarações do ex-presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, que questionou a segurança dos jogadores iranianos caso viajassem para a Copa do Mundo FIFA de 2026, a ser realizada nos EUA, México e Canadá. Em uma publicação feita em sua conta oficial no Instagram, a equipe iraniana foi categórica: “Ninguém pode excluir a seleção do Irã da Copa do Mundo”.
A Posição Iraniana: Copa do Mundo é da FIFA
Os jogadores iranianos ressaltaram o caráter global do torneio e a autoridade da Federação Internacional de Futebol (FIFA) sobre o evento. “A Copa do Mundo é um evento histórico e internacional e seu órgão dirigente é a Fifa, não um indivíduo nem um país”, afirmou a equipe. Eles também fizeram questão de frisar sua qualificação merecida: “A seleção do Irã, com força e uma série de vitórias decisivas, esteve entre as primeiras equipes a se classificar para esse grande evento.”
Em um claro recado, a publicação adicionou uma provocação sutil: “o único país que poderia ser excluído é aquele que ostenta o título de ‘anfitrião’ e que, no entanto, não tem capacidade para garantir a segurança das equipes que participam deste evento global”. Embora não nomeie diretamente, a referência aponta para os Estados Unidos, um dos países-sede.
A Polêmica Declaração de Trump
A resposta da equipe iraniana veio logo após uma mensagem de Donald Trump em sua rede social, Truth Social. Na quinta-feira (12), Trump havia escrito que o Irã não deveria participar da Copa do Mundo por sua “própria segurança”. “A seleção do Irã é bem-vinda à Copa do Mundo, mas realmente não acredito que sua presença seja apropriada, por sua própria vida e segurança”, declarou o ex-presidente.
Repercussão e Apoio do Treinador
A mensagem da seleção iraniana ganhou ainda mais peso ao ser compartilhada pelo técnico da equipe, Amir Ghalenoei, em sua própria conta no Instagram. A atitude do treinador reforça a unidade do time em sua posição diante da polêmica, elevando o tom da resposta a um nível oficial e coletivo.
Fonte: jovempan.com.br
