Construção inspirada no Cecot de El Salvador
Medellín, na Colômbia, está construindo sua primeira megaprisão, um projeto ambicioso que segue o modelo de El Salvador, conhecido como Cecot (Centro de Confinamento do Terrorismo). A iniciativa, liderada pelo prefeito Frederico Gutiérrez, visa criar um centro de segurança máxima com capacidade para abrigar mais de 1.300 detentos, sob rigorosas medidas de controle e vigilância tecnológica.
Tecnologia como aliada contra o crime
A nova prisão, com previsão de conclusão em 2027, contará com sistemas avançados para impedir qualquer tipo de comunicação de dentro das unidades prisionais. A medida é uma resposta direta a uma das modalidades de extorsão mais comuns na Colômbia, que tem suas ordens frequentemente dadas de dentro de presídios. O prefeito Gutiérrez assegurou que a equipe de segurança será própria, independente da autoridade penitenciária nacional, e que os detentos terão seus privilégios drasticamente reduzidos.
Contexto de segurança e eleições presidenciais
A construção da megaprisão ocorre em um momento crucial para a Colômbia, com a segurança pública em pauta nas vésperas das eleições presidenciais. Medellín, que já foi considerada uma das cidades mais violentas do mundo antes da morte de Pablo Escobar em 1993, ainda lida com a atuação de poderosos grupos criminosos. O debate eleitoral reflete essa preocupação, com candidatos propondo soluções drásticas para o sistema penitenciário, como a construção de prisões subterrâneas com condições mínimas de subsistência.
Tendência regional na América Latina
A Colômbia se junta a outros países latino-americanos, como Equador e Costa Rica, que também estão implementando projetos de megaprisionais. A visita do presidente eleito do Chile, José Antonio Kast, ao Cecot de El Salvador e seu pedido de colaboração a Nayib Bukele reforçam a crescente tendência na região de adotar modelos de segurança mais rígidos e focados no controle total dos detentos.
Fonte: g1.globo.com
