Greve de Fome em Massa
Um grupo com mais de 200 presos políticos na Venezuela iniciou uma greve de fome na noite de sexta-feira (21). O protesto, que começou na prisão Rodeo I, nos arredores de Caracas, tem como principal reivindicação a libertação dos detentos. Entre os participantes está um gendarme argentino acusado de “terrorismo”, conforme relatado por familiares das vítimas à agência AFP neste domingo (22).
Lei de Anistia Gera Controvérsia
A mobilização ocorre em resposta à lei de anistia recentemente aprovada pelo Parlamento venezuelano. Familiares explicaram que a insatisfação se deve ao alcance da lei, que exclui casos envolvendo militares acusados de “terrorismo”, uma situação comum na prisão Rodeo I. “Aproximadamente 214 pessoas no total, incluindo venezuelanos e estrangeiros, estão em greve de fome”, afirmou Yalitza García, sogra do gendarme argentino Nahuel Agustín Gallo. Shakira Ibarreto, filha de um policial detido em 2024, corroborou a informação: “Eles decidiram entrar em greve de fome na sexta-feira, em decorrência da lei de anistia, que exclui a grande maioria”.
Contexto Político da Anistia
A lei de anistia foi aprovada na última quinta-feira (20) e promovida pela presidente interina Delcy Rodríguez. Rodríguez assumiu o cargo após a captura de Nicolás Maduro, em um contexto de incursão militar dos Estados Unidos. A exclusão de determinados crimes da anistia tem sido um ponto de discórdia significativo, afetando diretamente a possibilidade de libertação de um número considerável de detentos.
Adesão ao Protesto
Embora mais de 200 presos tenham aderido à greve de fome, as famílias ressaltaram que nem todos os detidos optaram por participar do protesto. A decisão de iniciar a paralisação e a recusa em se alimentar demonstram a gravidade da situação e a profunda insatisfação com os termos da lei de anistia promulgada.
Fonte: jovempan.com.br
