Lula intensifica diálogos globais com 14 líderes em 2026: de Trump e Putin a Xi Jinping, foco em paz, comércio e crises na Venezuela e Gaza
Presidente brasileiro articula posição do país em meio a instabilidade geopolítica, com destaque para proposta de Conselho da Paz de Trump e a situação na Venezuela.
Ações diplomáticas em cenário de incerteza
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva iniciou o ano de 2026 com uma agenda diplomática intensa, dialogando com 14 chefes de Estado para discutir a instabilidade no cenário internacional. As conversas abordaram temas cruciais como o acordo Mercosul-UE, a proposta de um Conselho da Paz apresentada por Donald Trump e a tensa situação política na Venezuela. O Brasil busca reforçar o multilateralismo e seu protagonismo em debates sobre paz, segurança e comércio global.
Conversas estratégicas com líderes globais
A lista de interlocutores de Lula reflete a amplitude de suas preocupações diplomáticas. Entre os líderes com quem o presidente conversou estão Gustavo Petro (Colômbia), Mark Carney (Canadá), Claudia Sheinbaum (México), Pedro Sanchez (Espanha), Luís Montenegro (Portugal), Vladimir Putin (Rússia), José Raul Mulino (Panamá), Recep Tayyip Erdoğan (Turquia), Narendra Modi (Índia), Mahmoud Abbas (Autoridade Nacional Palestina), Xi Jinping (China), Donald Trump (EUA), Emmanuel Macron (França) e Gabriel Boric (Chile). Lula também se reuniu com o presidente eleito do Chile, José Kast, no Panamá.
Proposta de Conselho da Paz e a situação na Venezuela
Um dos pontos centrais das discussões foi a proposta de Donald Trump para a criação de um Conselho da Paz, inicialmente focado na Faixa de Gaza. Lula, em conversa com Trump, sugeriu que o conselho se limite a questões humanitárias na região e inclua um assento para a Palestina. Paralelamente, Lula condenou a ação militar dos EUA na Venezuela que resultou na captura de Nicolás Maduro, considerando-a uma ultrapassagem inaceitável nas relações entre países. A destituição de Maduro e a subsequente crise geraram forte repercussão internacional.
Ameaças tarifárias e a anexação da Groenlândia
Lula também tem buscado defender a soberania dos países e o direito internacional diante das ameaças tarifárias e territoriais de Donald Trump, especialmente em relação à Groenlândia. Trump expressou publicamente o desejo de anexar o território autônomo dinamarquês, alegando razões de segurança nacional e ameaçando com tarifas países que se opusessem. Essa movimentação gerou reações negativas na Europa, com diversas nações enviando tropas em caráter simbólico à ilha. O interesse americano na Groenlândia é estratégico, visando o controle de reservas de terras raras e sua posição no Ártico.
Fonte: g1.globo.com
