Lixo Domina Havana: Escassez de Combustível e Bloqueio dos EUA Agravam Crise Sanitária na Capital Cubana

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Risco à Saúde Pública em Havana

A capital cubana, Havana, enfrenta uma grave crise de saúde pública devido ao acúmulo de lixo nas ruas. A escassez de combustível paralisou a maior parte da frota de caminhões de coleta, resultando em montanhas de resíduos em esquinas e vias públicas. Moradores relatam que a situação persiste há mais de dez dias em algumas áreas, com pessoas vasculhando o lixo em busca de materiais reutilizáveis e o tráfego sendo obrigado a desviar de pilhas de dejetos.

Causas da Crise: Bloqueio e Escassez de Combustível

A principal causa para a paralisação da coleta de lixo é a falta de combustível, que afeta diretamente a operação dos caminhões. O site estatal Cubadebate informou que apenas 44 dos 106 caminhões de lixo de Havana estão em funcionamento. Essa escassez está diretamente ligada ao bloqueio imposto pelos Estados Unidos às exportações de petróleo da Venezuela, principal fornecedor de Cuba. Desde meados de dezembro, o envio de petróleo venezuelano para a ilha foi drasticamente reduzido, impactando não apenas a coleta de lixo, mas também outros serviços essenciais.

Medidas de Racionamento e Busca por Alternativas

Em resposta à crise, o governo cubano implementou medidas de racionamento para proteger os serviços essenciais, que já sofriam com a falta de alimentos, combustível e medicamentos. A queda no abastecimento de petróleo é drástica, e o governo busca alternativas. A Rússia anunciou que está se preparando para enviar cargas de petróleo bruto e combustível para Cuba em um futuro próximo, o que pode trazer algum alívio à situação. O México também suspendeu envios após ameaças de tarifas por parte dos EUA.

Sanções dos EUA e Impacto Humanitário

Os Estados Unidos mantêm um embargo contra Cuba desde a década de 1960, e o governo do presidente Donald Trump intensificou as sanções nos últimos meses, visando pressionar por mudanças políticas na ilha. As sanções incluem o impedimento de navios que transportam petróleo para Cuba e ameaças a fornecedores. Organizações internacionais, como as Nações Unidas, há muito pedem o fim do embargo, e líderes de países como México e Venezuela alertam para os sérios impactos humanitários das medidas americanas sobre a população cubana, que agora lida com a ameaça de doenças devido à acumulação de lixo.

Fonte: g1.globo.com

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