Tensão Escalada nas Redes Sociais
O chefe de Segurança Nacional do Irã, Ali Larijani, declarou Donald Trump, ex-presidente dos Estados Unidos, e Benjamin Netanyahu, primeiro-ministro de Israel, como “assassinos” em resposta a postagens recentes de Trump nas redes sociais. As declarações de Larijani surgiram após Trump incentivar os protestos contra o regime iraniano, pedindo que o povo “tome suas instituições” e que os responsáveis pela repressão “pagarão um preço alto”. Trump também mencionou o cancelamento de negociações com o Irã até que a violência contra os manifestantes cesse.
Protestos e Repressão no Irã
Grandes manifestações contra o regime teocrático do Irã ganharam força desde o final de dezembro, impulsionadas pela crise econômica. Relatos de Organizações Não Governamentais (ONGs) indicam que mais de 1.800 pessoas foram mortas e mais de 16.000 presas durante a repressão às manifestações. O governo iraniano tem utilizado força bruta para conter os protestos, gerando condenações internacionais.
Versão Oficial do Regime Iraniano
Em contrapartida, o líder supremo do Irã, Ali Khamenei, divulgou em suas redes sociais imagens de manifestações em apoio ao regime, descrevendo-as como um “dia histórico” para a nação. Khamenei alegou que os protestos antirregime foram orquestrados por “inimigos estrangeiros” e neutralizados pela mobilização popular a favor da ditadura iraniana. Ele afirmou que esses atos “destruíram completamente os planos dos inimigos estrangeiros que deveriam ser concretizados por mercenários internos”.
Contexto Internacional e Execuções
A escalada de retórica ocorre em um momento delicado, com o Irã já tendo realizado a primeira execução de um manifestante detido nos protestos iniciados em dezembro. A comunidade internacional tem observado a situação com preocupação, com alguns governos lamentando as mortes, mas evitando condenações diretas ao regime iraniano, ao mesmo tempo em que criticam a postura de Trump.
Fonte: www.gazetadopovo.com.br