O iFood, gigante brasileiro do delivery, alcançou um novo patamar de desempenho impulsionado por sua inteligência artificial (IA) proprietária, o LCM (Large-Scale Computing Machine). A empresa não apenas registrou um recorde diário de pedidos, mas também contabilizou mais de 12 milhões de transações em fevereiro influenciadas diretamente por essa tecnologia, a maior marca desde sua implementação.
A Virada da Chave: IA no Coração do iFood
Segundo Paul van der Boor, a crescente demanda por escala e velocidade levou o iFood a uma profunda reestruturação tecnológica. Em apenas doze meses, a IA deixou de ser uma ferramenta isolada para se tornar o verdadeiro modo de operar da plataforma. “Esse nível de escala muda completamente o patamar de exigência tecnológica”, explica Boor, destacando a transformação estratégica da empresa em relação à inteligência artificial.
LCM: A Tecnologia Por Trás dos Números Recordes
Os resultados da integração do LCM são evidentes. Além do recorde diário de pedidos, a tecnologia foi fundamental para as mais de 12 milhões de transações realizadas em fevereiro. Um dos grandes diferenciais do LCM, conforme revelado pelo iFood, é a redução de custos em comparação com alternativas internacionais, especialmente no processamento de tarefas de personalização, o que otimiza a operação e a experiência do usuário.
Por Que Desenvolver uma IA Própria?
Em meio ao debate sobre o uso de tecnologias “prontas” (modelos de Big Techs) ou o desenvolvimento de IA proprietária, o iFood optou pela segunda via. Paul van der Boor aponta três fatores cruciais para essa decisão: a necessidade de atender à escala e velocidade de operação da empresa, o foco em gerar valor real para o negócio e o papel central dos dados internos. Desenvolver uma IA “de casa” permitiu ao iFood moldar a tecnologia às suas bases de dados e soluções exclusivas.
Futuro Orientado por Dados e IA
O objetivo do iFood é consolidar dados e IA como os pilares de toda a sua estrutura. As inovações geradas pelo LCM e futuras aplicações visam beneficiar todo o ecossistema da empresa, abrangendo restaurantes, entregadores e serviços internos. “A IA deixa de ser apenas um suporte tecnológico e passa a ocupar um papel central na empresa. Queremos tornar o dia a dia dos nossos parceiros cada vez mais simples, gerando informações valiosas que ajudem os restaurantes a venderem mais e a gerirem”, conclui van der Boor, indicando um futuro de otimização contínua e valor agregado para todos os envolvidos na plataforma.
Fonte: canaltech.com.br
