Nova fase nas investigações
Promotores em Paris, França, anunciaram a abertura de duas novas investigações relacionadas a Jeffrey Epstein, o financista americano falecido em 2019, conhecido por seus crimes sexuais. As apurações visam possíveis crimes de abuso sexual e irregularidades financeiras, impulsionadas pela recente divulgação de mais de 3 milhões de páginas de documentos pelo Departamento de Justiça dos Estados Unidos.
A procuradora de Paris, Laure Beccuau, informou que as investigações contarão com a expertise de magistrados especializados em cada área. A divulgação dos arquivos, que inclui vídeos e fotos, reacendeu traumas e levou as autoridades a pedir que possíveis vítimas se apresentem para formalizar queixas ou testemunhos. Essas novas informações também podem reexaminar investigações anteriores.
Revisão de casos antigos e figuras proeminentes
Um dos casos a serem revisados é a investigação sobre Jean-Luc Brunel, agente de modelos francês e associado de Epstein, acusado de estupro e tráfico sexual de menores. A investigação foi encerrada em 2022 após sua morte na prisão. Epstein mantinha residências em Paris e frequentava a França regularmente, o que justifica o interesse das autoridades francesas.
A divulgação dos arquivos de Epstein também impactou figuras públicas francesas. O ex-ministro da Cultura, Jack Lang, renunciou à presidência do Instituto do Mundo Árabe em Paris em meio a suspeitas de fraude fiscal. O Ministério Público Financeiro abriu uma investigação sobre supostas ligações de Lang e sua filha com Epstein através de uma empresa offshore.
Diplomatas sob escrutínio
Outro nome em destaque é o de Fabrice Aidan, um alto diplomata francês. O ministro das Relações Exteriores, Jean-Noël Barrot, confirmou que as alegações envolvendo Aidan, mencionadas nos arquivos de Epstein, levaram à abertura de uma investigação administrativa e um processo disciplinar. Aidan, que trabalhou na ONU em 2010, é citado mais de 200 vezes nos documentos, com indícios de compartilhamento de informações diplomáticas com Epstein.
Os e-mails também sugerem uma proximidade entre Aidan e Terje Rød-Larsen, um diplomata norueguês também sob investigação por seus contatos com Epstein. A defesa de Aidan nega qualquer irregularidade e pede o respeito à presunção de inocência.
Fonte: jovempan.com.br
