Explosões em Teerã: Moradores celebram suposta morte de Khamenei em meio a ataques

0
8

Moradores de Teerã foram às ruas e janelas neste sábado (28) para celebrar a suposta morte do Líder Supremo do Irã, o aiatolá Ali Khamenei. A euforia popular ocorre em meio a ataques realizados pelos Estados Unidos e Israel contra o país, que teriam atingido inclusive a residência oficial do aiatolá.

Ao menos 200 pessoas teriam morrido nos bombardeios, de acordo com o Crescente Vermelho iraniano. Gritos de “Khamenei morreu!” e “Javid Shah” (“Viva o xá”), em referência à monarquia derrubada em 1979, misturaram-se a assobios, aplausos e buzinas na capital iraniana. As manifestações efusivas, que duraram cerca de 20 minutos, refletem o profundo descontentamento de parte da população com o regime teocrático.

Divisão de informações sobre o destino de Khamenei

Até o momento, não há confirmação oficial sobre a morte de Khamenei, de 86 anos. O primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, afirmou que há “indícios” de que o Líder Supremo “deixou de existir” após o ataque de Israel à sua residência oficial. Imagens de satélite verificadas pela BBC mostram que o complexo de edifícios onde reside o Líder Supremo foi atingido.

Em contrapartida, a mídia estatal iraniana, através da agência Tasnim, ligada à Guarda Revolucionária, informou que Khamenei está vivo e comandando as operações de defesa do país. “Uma fonte informada anunciou que o Líder Supremo, Ali Khamenei, encontra-se na sala de guerra e está dirigindo as operações”, declarou a agência.

Protestos silenciosos e históricos

Gritar pelas janelas tornou-se uma forma de protesto mais segura contra a República Islâmica, permitindo que a população manifeste seu repúdio ao regime com menor risco de prisão imediata. A última onda de manifestações desse tipo ocorreu em dezembro, quando comerciantes foram às ruas devido à desvalorização da moeda local, o rial. O movimento cresceu e se tornou um levante cidadão que pedia o fim da República Islâmica, sendo reprimido pelas forças de segurança.

O governo iraniano reconhece 3.117 mortes nos confrontos daquele período. No entanto, organizações de direitos humanos da oposição, como a HRANA, elevam o número de vítimas fatais para 7.015, com mais de 11.700 possíveis mortes verificadas e cerca de 53 mil pessoas presas.

Fonte: www.gazetadopovo.com.br

LEAVE A REPLY

Please enter your comment!
Please enter your name here