Ex-presidente sul-coreano pede desculpas após condenação à prisão perpétua por golpe de Estado

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Pedido de desculpas e condenação

Um dia após ser condenado à prisão perpétua por liderar um golpe de Estado, o ex-presidente sul-coreano Yoon Suk Yeol pediu desculpas ao povo por sua conduta. Em um comunicado divulgado por seu advogado, Yoon declarou: “Peço profundas desculpas ao povo pela frustração e pelas dificuldades que causei, devido às minhas próprias falhas, apesar da minha determinação em salvar a nação”. A sentença veio após a promotoria ter solicitado a pena de morte para o ex-líder, argumentando falta de remorso por ações que ameaçaram a ordem constitucional e a democracia.

O caso: Tentativa de golpe e lei marcial

Yoon Suk Yeol foi considerado culpado pela Justiça por insurreição e pela declaração de lei marcial, que mergulhou o país em uma crise política. A defesa do ex-presidente alega que a decisão judicial é um “roteiro pré-escrito” e não se baseia em evidências, afirmando que irá recorrer da sentença. Yoon, por sua vez, sustentou durante os julgamentos que a declaração da lei marcial foi um exercício legal de sua autoridade presidencial para proteger a nação e manter a ordem constitucional, e não um ato de insurreição. Ele também acusou o então partido da oposição de impor uma “ditadura inconstitucional” ao controlar o Legislativo.

Outras condenações e o contexto

Esta condenação à prisão perpétua é o desfecho de um dos oito julgamentos criminais que Yoon responde na Coreia do Sul. Em janeiro, ele já havia sido condenado a cinco anos de prisão por crimes relacionados à obstrução da justiça, incluindo a exclusão de funcionários de reuniões sobre a lei marcial, fabricação de documentos oficiais, impedimento de prisão e destruição de provas. A tentativa de golpe ocorreu em dezembro de 2024, quando Yoon decretou lei marcial com o objetivo de fechar o Parlamento e limitar direitos civis, medida que foi derrubada horas depois devido à resistência de legisladores e da população. Yoon foi indiciado por insurreição em janeiro de 2025, uma acusação que não concede imunidade presidencial e pode levar à prisão perpétua ou morte, embora a Coreia do Sul mantenha uma moratória não oficial sobre execuções desde 1997.

A posição da defesa e do juiz

A defesa de Yoon Suk Yeol, que está preso desde julho de 2025, reiterou que a decisão judicial “apenas confirmou um roteiro pré-escrito” e que não está fundamentada em provas concretas. O advogado afirmou que discutirá com o ex-presidente a possibilidade de recorrer. Por outro lado, o juiz Baek Dae-hyun destacou a gravidade da conduta de Yoon, afirmando que “o réu demonstrou uma atitude que desrespeitou a Constituição”, embora tenha ressaltado a falta de provas para a acusação de falsificação de documentos oficiais.

Fonte: g1.globo.com

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