Casa Branca exige transformações urgentes em Havana
O governo dos Estados Unidos, sob a administração de Donald Trump, intensificou a pressão sobre o regime comunista de Cuba, exigindo a implementação de reformas estruturais urgentes diante da grave crise econômica que assola a ilha. Em uma coletiva de imprensa na Casa Branca, a porta-voz Karoline Leavitt declarou que Washington espera “transformações significativas” em Havana nos próximos meses e reiterou o compromisso dos EUA com a consolidação da democracia cubana. Leavitt descreveu o governo atual como “um regime que está caindo”, ressaltando que “o país está desmoronando e acreditamos que é do interesse deles realizar mudanças muito drásticas muito em breve”.
EUA defendem transição democrática e prosperidade em Cuba
Karoline Leavitt enfatizou que os Estados Unidos defendem uma transição democrática em Cuba, afirmando que “obviamente queremos ver democracias florescentes e prósperas em todo o mundo, especialmente em nosso próprio hemisfério”. Ela acrescentou que “o melhor para os Estados Unidos é que Cuba seja uma democracia verdadeiramente livre e próspera”, embora não tenha detalhado ações específicas que os EUA poderiam tomar para alcançar esse objetivo.
Escalada da pressão econômica dos EUA contra Havana
As declarações da porta-voz ocorrem em um contexto de escalada da pressão econômica americana contra Havana. No final de janeiro, o presidente Trump assinou um decreto que impôs tarifas adicionais sobre importações de países que forneçam petróleo bruto ou derivados a Cuba. O objetivo dessa medida é restringir o fluxo de energia para a ilha, que tem enfrentado severos apagões como consequência da crise.
Crise em Cuba e contatos secretos com a família Castro
Cuba atravessa atualmente uma de suas piores crises econômicas em décadas, agravada pela redução do fornecimento de petróleo venezuelano após a captura de Nicolás Maduro em janeiro. Paralelamente, o portal Axios noticiou, citando fontes oficiais anônimas, que o Secretário de Estado dos EUA, Marco Rubio, estaria mantendo conversas reservadas com Raúl Guillermo Rodríguez Castro, neto de Raúl Castro. Esses contatos estariam ocorrendo de forma a contornar os canais diplomáticos tradicionais com o regime cubano, embora não haja confirmação oficial pública sobre o teor dessas negociações.
Fonte: www.gazetadopovo.com.br
