EUA avalia que Venezuela ainda não tem condições para eleições livres e justas

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Transição e estabilização como pré-requisitos

O governo dos Estados Unidos considera que a Venezuela ainda não atingiu o estágio necessário para a realização de eleições livres e justas. Segundo o secretário de Estado americano, Marco Rubio, o país encontra-se em uma fase de transição e estabilização que ainda não estabeleceu as condições políticas e civis essenciais para um pleito com ampla participação e legitimidade. Em declarações à imprensa durante a cúpula da Comunidade do Caribe (Caricom), Rubio afirmou que a Casa Branca não pretende impor um “prazo artificial” para a realização de eleições, destacando os desafios atuais.

Obstáculos à participação democrática

“É difícil realizar eleições em que muitas das pessoas que desejam participar estão presas ou ainda estão no exterior”, declarou o secretário, ressaltando que a Venezuela vive um processo de recuperação após a captura de Nicolás Maduro em janeiro. Contrariando previsões de caos, Rubio observou que o país não mergulhou em violência generalizada ou em uma crise migratória massiva, o que considera um sinal positivo, mas insuficiente para caracterizar a normalidade institucional.

Condições necessárias para um processo eleitoral

Para que eleições ocorram de forma legítima, Rubio elencou uma série de fatores cruciais. É necessário que haja partidos políticos e movimentos consolidados, um ambiente midiático que permita a livre circulação de ideias e a possibilidade de candidatura para todos os interessados. “Muitas das pessoas que estavam na prisão estavam lá porque eram candidatas ou porque apoiavam candidatos ou porque estavam envolvidas na política”, explicou, enfatizando a necessidade de reconstruir uma “sociedade civil e política real” como condição prévia.

Medidas positivas, mas insuficientes

O secretário americano reconheceu como positivas as medidas recentes na Venezuela, como a libertação de presos políticos, o fechamento da prisão de El Helicoide e a aprovação da lei de anistia pela Assembleia Nacional. No entanto, Rubio classificou essas iniciativas como “não suficientes, mas positivas”, indicando que elas começam a estabelecer condições mínimas para a reorganização política e civil do país. Enquanto isso, dados oficiais indicam a libertação de milhares de pessoas beneficiadas pela lei de anistia, mas organizações de direitos humanos estimam que centenas ainda permaneçam presas por motivos políticos.

Fonte: www.gazetadopovo.com.br

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