Candidatura de Flávio e estratégia contra Lula
O ex-deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL-SP) declarou à emissora americana Fox News que a pré-candidatura do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) à Presidência é uma estratégia para derrotar o atual presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Segundo Eduardo, pesquisas indicam que seu irmão está competitivo, e a decisão pela candidatura partiu do ex-presidente Jair Bolsonaro, que teria reconhecido a impossibilidade de concorrer devido à sua prisão.
“Foi uma grande decisão que Jair Bolsonaro tomou, reconhecendo que seria impossível para ele concorrer na eleição de outubro, com certeza, porque ele está preso agora. Injustamente, mas está. Isso é um fato”, afirmou Eduardo.
A campanha de Flávio Bolsonaro focará em críticas à gestão de Lula, especialmente nas áreas de economia e segurança pública. “A estratégia de Flávio é mostrar como o governo Lula é ruim, principalmente na economia e também na segurança”, disse Eduardo, adicionando que “todo mundo está farto de Lula apoiar o Hamas, aumentar a criminalidade e não fazer um bom trabalho na economia”.
Unidade da direita e críticas ao STF
Eduardo minimizou o risco de a fragmentação de candidaturas de direita prejudicar a oposição a Lula. “Não importa quem vá para o segundo turno; contra Lula, todos estarão juntos. Porque todos sabemos que o pior que pode acontecer ao país é a reeleição de Lula da Silva”, ressaltou. Ele defende a multiplicação de candidatos de direita como forma de ampliar as críticas ao governo federal.
O ex-deputado reiterou que a condenação de Jair Bolsonaro é politicamente motivada. “Se ele não tivesse sido condenado a 27 anos de prisão, estaria livre para concorrer e com certeza seria o próximo presidente do Brasil. Essa é a única razão pela qual ele está preso: por razões políticas”, declarou, lembrando que o ex-presidente estava em Orlando, nos EUA, durante os atos de 8 de janeiro de 2023.
Indulto presidencial e sanções internacionais
Eduardo Bolsonaro também criticou o veto de Lula ao PL da Dosimetria, que poderia beneficiar condenados nos atos de 8 de janeiro, incluindo seu pai. Ele acusou o Supremo Tribunal Federal (STF) de tentar concentrar poder e de invasão do Legislativo e Executivo.
“Tudo o que o Supremo não gosta, eles dizem que é contra a nossa Constituição. É a maneira que tentam tomar todo o poder sobre o Legislativo e, às vezes, até sobre o Executivo. Então, este é mais um capítulo dessa longa invasão do Judiciário… Lula da Silva vetando esse projeto aprovado pelo Congresso só mostra que ele está sempre falando com a bolha da esquerda, está falando com a esquerda radical”, disse.
O ex-deputado também mencionou a possibilidade de Flávio Bolsonaro conceder indulto presidencial ao pai e a outros condenados, caso seja eleito. Eduardo citou ainda ter sido alvo de processos no Brasil e alegou que o ministro do STF Alexandre de Moraes o responsabilizou por sanções impostas pelos EUA contra o ministro, sua esposa e seu instituto no ano passado, que teriam sido derrubadas posteriormente.
Fonte: www.gazetadopovo.com.br
