Franquias de games que perduram por décadas no mercado, como Resident Evil, acumulam um vasto tesouro de curiosidades. Comemorando 30 anos em 2026 e uma biblioteca recheada de títulos, é fácil desvendar fatos intrigantes que, mesmo para os fãs mais dedicados, podem ter passado despercebidos. Algumas dessas pérolas são descobertas pelos jogadores, outras reveladas pelos próprios desenvolvedores. Prepare-se para mergulhar nos bastidores de uma das sagas mais icônicas da Capcom.
Segredos de Gameplay e Enredo
1. Apocalipse Compartilhado: Ao contrário de muitos survival horrors que focam no drama solitário de um personagem, Resident Evil quase sempre compartilha o terror do apocalipse. A maioria dos títulos principais não oferece uma jornada sob a ótica de uma única pessoa, mas sim de duplas. Resident Evil 4 e 7 se aproximaram disso, mas ainda nos colocaram no controle de Ashley e Mia, respectivamente, por breves momentos. Até mesmo em RE6, onde jogamos com um personagem de cada dupla, os outros são jogáveis, e a campanha solo de Ada, por ser uma pequena parte do todo, não anula essa regra.
2. Salvação Aérea: Um padrão notável nos finais de Resident Evil é a fuga dos protagonistas em algum tipo de veículo, levando-os para longe do horror. A esmagadora maioria dos jogos culmina com um helicóptero. As exceções ficam por conta de RE4 e Code Veronica, que utilizam outros meios. Curiosamente, até spin-offs como RE Survivor e Dead Aim seguem a regra do helicóptero. O único jogo principal que não mostra um veículo de resgate é Resident Evil Zero.
3. Chamada de Vídeo de Outro Mundo: Em Resident Evil 4, as icônicas chamadas de Leon com Hunnigan, Ada e até mesmo os vilões, não são o que parecem. Para muitos, a comunicação via rádio com tela de vídeo é uma parte memorável do jogo. No entanto, por uma limitação técnica ou escolha de desenvolvimento, os personagens que aparecem na tela não são representações digitais. Eles estão fisicamente atrás de um molde, lado a lado, simulando a conversa através do equipamento, uma curiosidade que revela os truques por trás da magia dos games.
Da Fama à Polêmica: Recordes e Origens Inesperadas
4. Pior Recorde no Guinness Possível: O primeiro Resident Evil (1996) é um marco fundamental para a indústria, sendo um dos pilares do gênero survival horror. Contudo, ele também ficou marcado por algo inusitado: diálogos e interpretações que eram, para dizer o mínimo, embaraçosas. Em 2002, o game que iniciou tudo entrou para o Guinness World Records com o prêmio de ‘Pior diálogo em um videogame’, em grande parte devido às falas de Barry Burton. Uma de suas frases mais famosas e questionáveis é: “aqui está uma gazua. Pode ser útil se você, a mestre em destrancar fechaduras, levá-la com você”.
5. Zumbis Devem Chorar? A Origem de Devil May Cry: Resident Evil 4 foi um divisor de águas, marcando uma mudança significativa na franquia. Antes de se tornar o jogo de ação que conhecemos, um esboço inicial do game da era 128-bit da franquia, mais focado no terror e com toques sobrenaturais, acabou servindo para outra coisa. Apelidado de Resident Evil 3.5, essa versão foi descartada e, para a alegria de muitos, deu origem a Devil May Cry, introduzindo o icônico Dante ao mundo dos games.
A Jornada Multiplataforma e o Sucesso Comercial
6. Exclusividades Curiosas: Embora hoje os jogos de Resident Evil cheguem a todas as plataformas, essa não foi a realidade no passado. Após a trilogia clássica, a Capcom estabeleceu parcerias com a Sega e a Nintendo. Com a Sega, resultou em Resident Evil Code Veronica, lançado exclusivamente para o Dreamcast em 2000. Posteriormente, a parceria com a Nintendo trouxe o remake de RE1, RE Zero e RE4 para o GameCube, além de The Umbrella Chronicles e Darkside Chronicles para o Wii, e RE Revelations para o Nintendo 3DS em 2006. A partir de Resident Evil 5, a franquia abraçou todas as plataformas.
7. Escolha Sua Plataforma: Os principais títulos de Resident Evil receberam inúmeros ports ao longo dos anos. Resident Evil 2, por exemplo, conta com uma dezena de versões, sem considerar o aclamado remake de 2018. No entanto, ninguém supera Resident Evil 4, que possui impressionantes 12 ports para diversas plataformas, incluindo dispositivos curiosos como o celular japonês ‘au’ e o infame Zeebo. Um dos mais notórios é a versão para PC de 2007, que foi amplamente criticada e considerada um dos piores ports da história, lançada pela, pasmem, Ubisoft.
8. Bem-sucedido, mas Ainda Atrás de Outra Franquia: Em 2026, Resident Evil completa 30 anos, com dezenas de jogos lançados e vendas crescentes. Segundo a Capcom, a franquia já vendeu 183 milhões de unidades, tornando-a a mais bem-sucedida do estúdio. Contudo, se olharmos para as vendas de jogos isolados, não são Leon, Claire, Jill ou Chris que ocupam o topo, mas sim alguns caçadores de monstros. Monster Hunter: World lidera com 29 milhões de cópias (incluindo a expansão Iceborne), seguido por MH Rise com 18 milhões. A partir do terceiro lugar, a franquia de terror começa a aparecer, com RE2 Remake sendo o mais vendido (16,80 milhões), seguido de perto por RE7 (16,40 milhões). Curiosamente, o terceiro Resident Evil mais vendido é RE6, com mais de 14 milhões de unidades em suas diferentes versões.
Como vimos, Resident Evil é uma franquia gigantesca e repleta de outras curiosidades que poderiam preencher um livro. Se você é um fã de carteirinha, vale a pena vasculhar a internet para descobrir ainda mais segredos e, quem sabe, dar boas risadas com as peculiaridades dessa saga.
Fonte: canaltech.com.br
