Café depois do almoço: faz mal ou traz benefícios? O que a ciência diz sobre a sua xícara

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O dilema do cafezinho pós-refeição

A pausa para o café após o almoço é um hábito para muitos, proporcionando um impulso de energia e um momento de relaxamento. No entanto, surge a dúvida: essa prática pode prejudicar a absorção de nutrientes essenciais? A resposta, segundo a ciência, é um pouco complexa, envolvendo fatores como a quantidade de cafeína consumida, a dieta individual e até mesmo o tempo entre a refeição e o consumo do café.

Cafeína e a absorção de minerais: um olhar atento

Estudos indicam que a cafeína, principal composto ativo do café, pode interferir na disponibilidade de minerais importantes para o bom funcionamento do organismo, como cálcio, ferro, potássio, zinco e magnésio. No caso do cálcio, a cafeína estimula sua eliminação pelo corpo, o que pode ser preocupante para indivíduos com baixa ingestão desse mineral, que é crucial para a saúde óssea e na prevenção de condições como osteopenia e osteoporose. Embora em laboratório altas doses de cafeína demonstrem liberar cálcio das células, pesquisas sugerem que isso não ocorre de forma significativa no corpo humano com o consumo habitual.

A absorção de ferro, vital para o transporte de oxigênio e produção de energia, também pode ser afetada. Uma xícara de café consumida logo após uma refeição pode reduzir a captação de ferro em até 39%. Curiosamente, o impacto é menor se o café for ingerido uma hora após a refeição, e inexistente se consumido uma hora antes.

Minimizando os efeitos e aproveitando os benefícios

A boa notícia é que os efeitos negativos da cafeína na absorção de minerais são geralmente considerados pequenos e multifatoriais, dependendo de diversos fatores individuais. Para mitigar esses impactos, a recomendação é simples: aguardar cerca de uma hora após a refeição para tomar o café, ou optar por doses menores, como um espresso (30-50 ml), logo após comer.

Por outro lado, a cafeína oferece uma série de benefícios comprovados. Seus efeitos estimulantes são conhecidos por melhorar o desempenho cognitivo, aumentar o estado de alerta e diminuir o tempo de reação, agindo no cérebro ao inibir a adenosina, substância associada ao relaxamento. Além disso, a cafeína possui propriedades anti-inflamatórias e antioxidantes, sendo utilizada até mesmo na produção de medicamentos. O consumo moderado, estimado em até 300 mg por dia (o equivalente a duas a três xícaras médias), tem sido associado à proteção cerebral e à prevenção de demências a longo prazo.

Além do café: onde mais encontrar a cafeína

Embora o café seja a fonte mais popular, a cafeína está presente em mais de 60 plantas, incluindo guaraná, cacau e diversos tipos de chá. Ela também é um ingrediente comum em bebidas energéticas, refrigerantes e medicamentos. Uma vez ingerida, a cafeína é rapidamente absorvida, com 99% sendo absorvida em até 45 minutos. O corpo humano leva, em média, cinco horas para metabolizar e eliminar metade da cafeína consumida.

Fonte: saude.abril.com.br

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