Brasileiros Confiam na Inteligência Artificial para Finanças Pessoais, Mas Exigem Controle Total das Decisões

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Brasileiros Confiam na Inteligência Artificial para Finanças Pessoais, Mas Exigem Controle Total das Decisões

Pesquisa do Itaú Unibanco e Grupo Consumoteca revela que 65% dos entrevistados aceitam a IA como orientadora, mas apenas 14% delegariam suas escolhas financeiras

A inteligência artificial (IA) tem ganhado terreno na vida dos brasileiros, especialmente quando o assunto é finanças. No entanto, uma nova pesquisa mostra que, apesar da confiança na tecnologia para auxiliar na gestão do dinheiro, a decisão final ainda é um território que os usuários não abrem mão de controlar.

O estudo “Consciência e prosperidade: a nova relação do brasileiro com o dinheiro”, realizado pelo Itaú Unibanco em parceria com o Grupo Consumoteca, entrevistou 5 mil pessoas com mais de 18 anos em 15 estados brasileiros em 2025. Os resultados são claros: 65% dos participantes veem a IA como uma boa orientadora financeira, mas não a aceitam no controle total do orçamento. Apenas 14% dos entrevistados estariam dispostos a permitir que a tecnologia tomasse as decisões por conta própria.

A Relação do Brasileiro com a IA Financeira

A visão predominante é que a inteligência artificial oferece um suporte valioso e orientações sobre como gerenciar o dinheiro, mas a autonomia do usuário deve ser preservada. Essa demanda por controle reflete uma preocupação com a transparência e a compreensão das operações da IA. Os brasileiros esperam que a tecnologia use uma linguagem simples e, fundamentalmente, informe as regras que regem seus algoritmos.

Bancos e Fintechs: Um Novo Papel Estratégico

A pesquisa aponta para uma transformação significativa no setor financeiro. Bancos e fintechs, que tradicionalmente operavam como espaços transacionais para pagamentos e transferências, estão sendo impelidos a assumir um papel mais estratégico. A expectativa é que essas instituições se tornem aliadas no planejamento e na organização financeira dos clientes.

“O brasileiro está aprendendo a lidar com o dinheiro e, agora, espera que os serviços financeiros também aprendam a lidar com ele. Isso significa atuar como aliados reais, capazes de reduzir a ansiedade em torno das finanças e apoiar a construção de um futuro mais próspero”, comentou Marina Roale, head de Insights do Grupo Consumoteca.

IA em Ação no Setor Bancário

Essa mudança de cenário já pode ser observada com a adoção de soluções de IA em diversas instituições. A tecnologia é empregada em ferramentas que analisam as finanças mensais, facilitam transações como o Pix via WhatsApp, previnem fraudes e oferecem jornadas conversacionais para esclarecer dúvidas dos clientes em aplicativos. Essas aplicações demonstram o potencial da IA em otimizar a experiência financeira, sempre com o desafio de equilibrar a automação com a necessidade humana de controle e compreensão.

Fonte: canaltech.com.br

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