EUA enviam assessores para discutir crime organizado no Brasil
Uma comitiva de assessores do secretário de Estado dos EUA, Marco Rubio, esteve no Brasil no ano passado com o objetivo de discutir a atuação de organizações criminosas, como o Primeiro Comando da Capital (PCC) e o Comando Vermelho (CV), no país e em outros territórios. A informação foi divulgada inicialmente pelo repórter Eliseu Caetano, da Jovem Pan News.
Darren Beattie: do Departamento de Estado à visita a Bolsonaro
Entre os representantes americanos que participaram das discussões está Darren Beattie. Ele integrou o Departamento de Estado a partir de outubro do ano passado e possui um histórico relevante em Washington. Beattie já atuou como redator de discursos e assessor político na Casa Branca, além de ter sido nomeado pelo presidente para a Comissão para a Preservação do Patrimônio Americano no Exterior. Sua trajetória acadêmica inclui passagens como professor de teoria política na Universidade de Duke e na Humboldt, em Berlim. Beattie tem uma visita programada ao ex-presidente Jair Bolsonaro na Papuda, em Brasília, na próxima semana.
Outros nomes e interlocutores da missão
Outro membro da delegação que veio ao Brasil foi Ricardo Pita, conselheiro sênior do Departamento de Assuntos do Hemisfério Ocidental. Joshua Johnson, do Escritório de Serviços Externos do Departamento de Estado, também integrou o grupo que se reuniu com autoridades brasileiras. Os assessores de Rubio buscaram contato com figuras-chave no combate ao crime organizado, como o promotor de Justiça Lincoln Gakiya, reconhecido internacionalmente por sua atuação contra o PCC.
Reuniões em Brasília e São Paulo
Os membros do governo, que atuaram durante a gestão de Donald Trump, realizaram encontros tanto em Brasília quanto em São Paulo. Na capital federal, as conversas incluíram policiais federais. Lincoln Gakiya, membro do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado do Ministério Público de São Paulo (MP-SP), confirmou à Jovem Pan ter discutido com os assessores americanos a atuação do PCC no cenário nacional e internacional.
Fonte: jovempan.com.br
