Familiares Clamam por Liberdade em Frente a Presídios
Familiares de presos políticos na Venezuela expressaram neste sábado (21) sua apreensão e exigiram a libertação imediata de centenas de pessoas beneficiadas por uma nova lei de anistia. Acampados há dias em frente a presídios, os parentes clamam por justiça e pelo retorno de seus entes queridos para casa. A atmosfera é de tensão e incerteza, com a promessa de libertações pairando no ar, mas sem ações concretas até o momento.
Promessa de Anistia e Críticas de Organizações
O Ministério Público da Venezuela solicitou à Justiça a concessão de anistia a 379 pessoas, conforme anunciado pelo deputado Jorge Arreaza, um dos responsáveis pela elaboração da lei promulgada na última quinta-feira. A presidente interina, Delcy Rodríguez, classificou a medida como um passo em direção a uma Venezuela “mais democrática, mais justa, mais livre”. No entanto, a lei tem enfrentado críticas de organizações de direitos humanos, que a consideram insuficiente e excludente, deixando muitos detidos fora do alcance da anistia.
Expectativa e Frustração dos Familiares
Arreaza havia informado que os beneficiados pela anistia deveriam ser libertados entre a noite de sexta-feira e a manhã de sábado. Contudo, as famílias reunidas do lado de fora dos presídios, como a Zona 7 em Caracas, relatam que nenhuma libertação ocorreu até o momento. Muitos estão acampados há mais de um mês e meio, desde o anúncio inicial de solturas sob liberdade condicional, que beneficiou 448 presos, segundo a ONG Foro Penal. A organização estima que ainda cerca de 650 pessoas permanecem detidas.
Casos Excluídos e Greve de Fome
A situação se agrava com a preocupação de que presos em unidades como o presídio El Rodeo I, que abriga detidos ligados a casos militares, possam ter sido excluídos da anistia. Familiares temem que esses detidos tenham iniciado uma greve de fome devido às exceções da lei. A falta de comunicação e a dificuldade em obter informações das autoridades aumentam o desespero. Algumas famílias esperam que uma comissão parlamentar especial possa analisar os casos não abrangidos pela anistia, oferecendo uma nova esperança de libertação.
Fonte: jovempan.com.br
