A partir de março de 2026, o Grindr, um dos maiores aplicativos de encontros voltados para a comunidade LGBTQIA+, passará a exigir a verificação obrigatória de idade para todos os seus usuários no Brasil. A medida, que afetará tanto novos cadastros quanto contas já existentes, visa atender às exigências do Estatuto Digital da Criança e do Adolescente (ECA Digital), que busca assegurar que plataformas destinadas a adultos não se baseiem apenas em autodeclaração para o acesso.
Por que a verificação é necessária?
O ECA Digital, legislação que regula o ambiente digital para crianças e adolescentes, estabelece que plataformas com conteúdo adulto devem implementar métodos robustos de verificação de idade. O objetivo é impedir que menores de 18 anos acessem conteúdos e interações inapropriadas, promovendo um ambiente online mais seguro e responsável. Concorrentes como Tinder e Bumble já possuem sistemas similares, exigindo documentos oficiais e, em alguns casos, selfies em tempo real para validação.
Como funcionará o processo de verificação no Grindr?
Para implementar a nova política, o Grindr firmou parceria com a FaceTec, uma empresa especializada em biometria. O sistema permitirá que cada usuário brasileiro realize o processo de verificação apenas uma vez, escolhendo entre duas opções: o envio de um documento oficial de identificação ou o envio do documento acompanhado de uma selfie em tempo real. O acesso ao aplicativo ficará bloqueado até que o processo seja concluído e aprovado.
Segurança e privacidade dos dados
A privacidade dos usuários é uma preocupação central no novo sistema. Todos os arquivos e dados biométricos enviados durante o processo de verificação serão criptografados e apagados permanentemente dos servidores após a confirmação da idade. O Grindr manterá apenas um registro interno indicando o método de verificação utilizado e o status final (aprovado ou reprovado), sem armazenar os documentos ou biometrias em si. É importante notar que essa exigência de verificação é geográfica, ou seja, será aplicada apenas a usuários que acessarem o aplicativo dentro do território brasileiro, sejam eles nativos ou estrangeiros.
Fonte: canaltech.com.br
